Pedro Ribeiro


Livre Iniciativa




Suicídio Político
ou há algo de
podre no reino
Com a recusa de depor na CPI dos Bancos, o ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, assinou sua confissão de culpa. De testemunha de um inquérito do Congresso Nacional, passou a ser, automaticamente, um indiciado num processo penal. Mais do que suspeito na CPI, no Ministério Público e na Polícia Federal, pelas suas atitudes escusas, agora está condenado pela opinião pública, pela sua cara-de-pau e cinismo.
Algo a ocultar
O blefe deu certo. O economista preferiu trocar a curiosidade de uma CPI, pelo cenário mais sóbrio de uma Promotoria da Justiça. Se enquanto lá, os incautos sofrem com o clima hostil, na justiça, a situação é levada em banho-maria, por muitos anos. Pergunta-se: o que équem ele está escondendo dentro do próprio governo?
Mártir ou demônio?
Dizem que a atitude de Lopes pode ter provocado uma reviravolta no seu destino. Ser bode expiatório e sacrificado para amenizar os danos ao governo, não estava nos seu planos. Com esta atitude, quem vai explicar a doação de dinheiro para bancos falidos? Havia a venda de informações no Banco Central?
Saco de maldades
Diante de tantas mazelas, o empresário José Eduardo de Andrade Vieira tem a esperança de que a CPI, ora instalada, ‘‘abra todo o saco de maldades’’. O economista Miguel Salomão não tem dúvidas de que no caso ‘‘Chico Lopes’’ observou-se o ‘‘confronto de tutela do Estado de Direito no País’’. Joel Malucelli
acha que tudo serviu para encobrir
novos escândalos.
Habeas Corpus
Com o pagamento da fiança de R$ 300,00 o ex-presidente do Banco Central foi liberado pela polícia, sem enquadrá-lo, pois não houve a assinatura do termo de compromisso que iria configurá-lo na qualidade de testemunha. Dessa forma, os senadores decidiram não mais ouvi-lo como réu, condição em que poderia se negar a responder perguntas que o incriminassem.
Roupa suja
Mais uma confusão nas CPI’s. A Comissão da Justiça também leva ao lodaçal o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, de São Paulo, Nicolau dos Santos Neto. Se roupa suja se lava em casa, o ex-genro do juiz aposentado, preferiu botar a boca no trombone e denunciar os gastos astronômicos e vultosas somas de dinheiro remetida aos bancos estrangeiros.
Pesadelo
Parece que o País está acordando de um sono profundo. Muita gente (graúda) está com as pulgas atrás da orelha. E vai sobrar pra todo mundo. É só questão de tempo.
Krindges 1
A respeito de nota publicada nesta coluna, no dia 6 de abril de 1999, sobre o pedido de falência da Mesbla, por parte da empresa paranaense Krindges & Filhos, de Ampére, esclarecemos que houve erro de interpretação. Na verdade, a Krindges nunca teve problemas financeiros e precisou paralisar suas atividades. Levou, isso, sim, um calote e espera recuperar o que perdeu.
Qualidade América
Luis Krindges, diretor financeiro da empresa, lamenta que a nota publicada tenha causado alguns transtornos, principalmente por parte de instituições financeiras que não conhecem a Krindges & Filhos, uma das maiores indústrias de confecções masculinas do País e que emprega 1.200 pessoas. A empresa acaba de ganhar, na Costa Rica, o Troféu Qualidade da América.
Reconhecimento
Dessa lição, e da abrangência que este jornal tem e representa na comunidade, acabamos conhecendo, mesmo por telefone, dois empreendedores - Luis e Renato - paranaenses que souberam, com educação, questionar um erro jornalístico. Com certeza faremos uma visita a Ampére e à empresa.
Pobreza e exclusão
‘‘O desemprego gera a pobreza e aumenta a exclusão’’. Este é um dos temas do fórum de debates ‘‘Trabalho: Desafio do III Milênio’’, que será realizado em Curitiba no dia 5 de maio de 1999. O coordenador e mediador dos debates será o professor Alberto de Oliveira Lima Filho. Participam como convidados o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, o presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho, o ex-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Lincoln Cunha Pereira, a diretora da Folha do Paraná/Folha de Londrina, Regina Kracik Teixeira e o diretor da Bosh e AECIC, José Antonio Fares.
Festa francesa
Ontem, no Country Club, em Curitiba, a Renault do Brasil lançou a Pedra Fundamental da Fábrica de Motores e o seu presidente, Luc-Alexandre Ménard, recebeu a comenda Ordem Estadual do Pinheiro.
Informações para esta coluna pelo e-mail [email protected] ou pelo fax (041) 253-3692.

mockup