Perder ou ganhar. O mais importante é manter a união em favor da cidade e em benefício da população. Esta parece ser a intenção das 22 candidatas à Câmara de Curitiba que estiveram em visita à Folha, mostrando à direção da empresa e a jornalistas, porque se atiraram de cabeça nesta campanha e quais as suas reais intenções. Representantes do sofisticado bairro do Batel, das mais humildes líderes comunitárias das vilas, as pretendentes e quem sabe, futuras vereadoras da capital, pregam, na sua maioria, a defesa do cidadão menos assistido e em especial da mulher. Pela primeira vez, assistimos a um pequeno fórum de debates com candidatas em que realmente houve palavra de ordem: organização e união. Baseado em modelo de cooperativa, as experientes e também as marinheiras de primeira viagem, independentemente de ideologia partidária, parecem ter plena consciência do exercício da representatividade político-partidária e sobem em palanques com discursos coerentes e dentro da realidade da cidade, do estado e da nação. Do pouco mais de duas horas em que trocamos idéias, notamos que as candidatas estão anciosas por realizações. Querem, na verdade, pelo menos tentar reverter o triste quadro de puro abandono em que vive grande parcela de brasileiros e brasileiras e condenar, com todas as forças, qualquer tentativa de corrupção que possa sangrar e prejudicar o cidadão curitibano. Não pouparam observações e críticas à grande mídia que, de uma forma ou outra, também abandona os bairros e foram duras contra as lideranças partidárias que as deixaram literalmente a ver navios. O diretor da Folha, Germano Vieira, alertou para a necessidade das candidatas se interagirem mais com a imprensa para que, juntos, possam levar ao conhecimento da população o que está acontecendo - de bom e de ruim - na sua cidade, no seu estado, no seu país e no mundo. Os jornalistas Rubens Burigo Neto (política), Valmir Denardin (repórter especial), Carmem Murara (economia) e Leandro Donatti (coordenador da Redação) mostraram às candidatas o papel do jornalista, ao mesmo tempo em que abriram suas editorias e a própria redação para o debate democrático.

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