Enquanto uma ala do governo está anciosa em vender o quanto antes o Banestado, pegar o dinheiro, honrar compromissos, sei lá, o presidente da instituição, Reinhold Stephanes, coloca os pés no chão e pondera, mostrando que, neste momento, em que também está à venda o Banespa, não é interessante leiloar o banco. É preciso de mais um tempo para valorizar ainda mais o patrimônio dilapidado, embora hoje saneado, dos paranaenses. É notório, que dentro desse processo de privatização, que rola por quase dois anos, muitas perguntas ainda devem ser feitas. Uma delas é por que credenciar um banco como o Bradesco, que acabaria com a marca paranaense? Se o gigante que já é dono da maior rede de agências no Paraná, com a compra do Banestado, seu objetivo não seria diferente senão o de fechar 50% das agências, absorver outras, provocar o desemprego e procurar crescer verticalmente com ganho de escala e praticamente sem concorrência. Nesse caso, é bom para o Bradesco e ruim para o Paraná. Assim, vender pelo dobro do preço para o Bradesco pode ser pior do que pelo preço mínimo estipulado para um Santander e até mesmo para o Itaú. Tudo isso, sem contar que lá se foi o nosso último grande banco.

Valor do data-room

mockup