Independente da liminar do juiz Octavio Valeixo, da 4ªCâmara Civil, suspendendo o processo de privatização do Banestado, o presidente Reinhold Stephanes vai votar e pescar. Quando partir do Rio Araguaia e desembarcar em Curitiba, obviamente com o samburá cheio e a cabeça aliviada, lá pelo final de dezembro ou início de janeiro, o ex-presidente, deverá permanecer no sistema financeiro nacional, setor que confessa ter tomado gosto. É quase certo que assumirá a presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), onde deverá imprimir um novo ritmo na instituição de fomento dos três estados do Sul e que contemple o efetivo desenvolvimento das empresas, em especial as pequenas e médias e do próprio Paraná. Conversamos com Stephanes no início da semana e nos disse que não recebeu nenhum convite do governador Jaime Lerner mas, dentro do setor, sua indicação está sendo vista como positiva. Se o presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, declarou estar surpreso com o grau de profissionalismo na administração do banco que adquiriu através de leilão, suas palavras não nos surpreendem. Stephanes esteve à frente do Banestado por cerca de dois anos, onde realizou um trabalho de remontagem numa colcha de retalhos que por muito pouco não virou pó. Na guerra, onde estudou com sabedoria e frieza o terreno minado, o ex-ministro acabou encontrando artilharia pesada no próprio front amigo. Não se intimidou e acabou enfrentando, de peito aberto, a indústria do boato, da autofagia e até do puxasaquismo que impera no poder para agradar o chefe maior. Venceu de cabeça erguida e com a certeza do dever cumprido. Agora, o caso com ou de justiça.





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