Pedro Ribeiro - Livre Iniciativa
A canibal concorrência no mercado financeiro, alavancada pela chamada globalização da economia poderá fazer, em muito breve, mais uma vítima no País depois do Banestado. Não que devemos fazer uam aposta, mas se fizermos uma análise profunda sobre o mercado, poderemos chegar à conclusão de que o nosso histórico e gigante Banco do Brasil estaria com seus dias contados. Uma monstruosa instituição que ainda distribui talões de cheques através de formulários contínuos, não poderá competir com bancos que, por exemplo, entregam talões de cheque na casa do cliente. Antes que se crie mais uma situação constrangedora no País com desgastes tanto para o governo federal, através do Banco Central, como para os funcionários da instituição, seria interessante repensar toda a estrutura do BB e até seguir o exemplo dos jogadores de futebol que abandonam a carreira no auge do exercício da profissão e não como um farrapo, mendingando por aí. Quem não se lembra, há alguns atrás, das maiores autoridades da cidade: o prefeito, o delegado, o padre e o gerente do banco, figura imponente e de respeito. Hoje, o pobre gerente tem que gastar sola de sapato, amassar barro, suar a camisa se quiser sobreviver. Isto sem contar que o chicote dos coordenadores estão sempre às suas costas. Semana passada, recebi três telefonemas (no celular) de três bancos diferentes, oferecendo mundos e fundos. Primeiro, que é uma baita sacanagem as empresas operadoras de telefonia celular vender a listagem dos clientes a instituições bancárias e empresas. Segundo, que não se oferece dinheiro, cheque especial ou qualquer outro serviço por telefone em troca de números de documentos. É um risco da globalização, um risco da concorrência e do canibalismo no mercado financeiro.
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