De um lado, o presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, ponderando sobre a necessidade de adiamento do leilão da privatização da instituição, justificando que os bancos interessados estão alegando pouco tempo para avaliar toda a documentação do data-room que se encerra amanhã. Do outro, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, batendo pé firme e descartando qualquer possibilidade de adiamento, explicando que o Estado não pode arcar com mais ônus, pois o Banco Central cobra R$ 12 milhões por mês de multa por atraso. Nesta queda de braço, onde sobrou estilhaços para o próprio governador Jaime Lerner, ninguém pode garantir se prevaleceu o critério técnico ou o bom senso. Uma coisa é certa: podem bater panelas, protestar e espernear. O leilão do Banestado será realizado no dia 17, data previamente anunciada pelo governo. Portanto, podem alugar o martelo. O Banespa teve sua data mais uma vez adiada.

Por satélite

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