O PT de Curitiba está todo sorriso. Não apenas pela performance da campanha que coloca o partido no topo das pesquisas, superando o competente prefeito Cassio Taniguchi, mas também pelo assédio de várias correntes e segmentos, principalmente do setor empresarial, sempre arredio e avesso à ideologia do vermelho e da estrela. Não se constituirá em surpresa, se a coordenação da campanha de Angelo Vanhoni começar a recusar contribuições financeiras de grandes empresas para não se comprometer no futuro. Quer dizer: pode estar sobrando dinheiro, uma vez que a campanha que o partido faz não representa custos absurdos, porque quem atua nas ruas são os militantes que trabalham pela alimentação. As mesmas lideranças devem estar surpresas também pelo grande volume de convites que pipocam para apresentar as propostas de governo. A Associação Comercial do Paraná já ouviu Vanhoni, que retorna à casa dia 17, às 19 horas, para um debate juntamente com o prefeito Cassio Taniguchi. O debate acontecerá num momento crucial, data do leilão da privatização do Banestado. Na ACP, segundo o presidente Marcos Domakoski, os candidatos terão ampla liberdade para falar sobre ISS, IPTU, horário do comércio, feiras de varejo, políticas de geração de emprego e renda. Dia 18, às 19 horas, o candidato petista estará na Federação das Transportadoras e no Sindicato dos Tranportadores de Cargas do Paraná para falar a representantes convidados de 37 entidades de classe do Estado. No comitê de Cassio Taniguchi, o sorriso, ontem, estava por conta da atuação do candidato no debate da Bandeirantes. A estratégia, agora, é abominar as pesquisas, na esperança de que como nuvens, elas sobem e descem.

Terreno fértil