Não estou na Secretaria da Fazenda para levar sorvetada na testa. Esta foi uma das justificativas do secretário Giovani Gionédis, para sustentar sua posição de manter a data da privatização do Banestado e descartar qualquer possibilidade de adiamento. Até o momento, ninguém me apresentou um argumento efetivamente técnico para mudar a data e todas as avaliações mostram que o dia 17 de outubro é a melhor opção, disse, ontem, durante exposição de motivo e debate na Associação Comercial do Paraná (ACP). Gionédis enfatizou que o adiamento resulta em multas de R$ 14 milhões por mês e se o banco não for a leilão até novembro, será federalizado e o governo do Estado terá que cobrir 100% do que deve. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, nos lembra que o prazo de seis meses do contrato de venda, estipulado pelo Banco Central, foi muito apertado e que poderia ser renegociado. O que não justifica, observa, é que o processo de privatização do Banespa já ultrapassa quatro anos e o Banestado apenas seis meses. Faltou um esforço para renegociar este prazo e as próprias instituições interessadas na compra estão alegando dificuldades justamente de prazo para pode avaliar toda a documentação. O ABN, por exemplo, com sede na Holanda, é um dos bancos que teria tudo para começar do nada e se fortalecer como banco nacional e não está conseguindo analisar os documentos. O próprio Bradesco também teria alegado prazo apertado, enquanto para o Itaú, tudo está perfeito.

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