O avanço do Partido dos Trabalhadores (PT), que disputará o segundo turno das eleições para prefeito de Curitiba, acabou tirando o sono de muitos empresários - médio e grande porte - da capital paranaense. Ao mesmo tempo, agradou os micro e pequenos empresários que surgiram, na maioria, a partir de empresas montadas com muito sacrifício e à custa até mesmo do abandono de um emprego formal. Conversamos ontem com alguns empresários peso-pesado e notamos que a preocupação é grande, principalmente porque Curitiba sempre se mostrou conservadora e agora acabou literalmente virando a mesa. Esses empresários também sabem que o crescimento do PT em todo o País é uma mostra de que há um descontentamento geral e sinal de que a população quer mudança. Um desses empresários citou até mesmo a derrota do Brasil nas Olimpíadas, como forma de protesto nas urnas. A grande pergunta, no momento, é para quem vai o dinheiro no segundo turno? A Coligação Movimento Curitiba Sempre com Você, que uniu PFL, PRP, PTB, PSC, PSB, PST, PL, PSL, PSD, PtdoB, PPB, PTN, PRN e que tem como candidato a prefeito, Cássio Taniguchi, gastou perto de R$.3.000.000,00 na campanha no primeiro turno. A Coligação Pela Vida com Dignidade
(Partidos: PDT, PGT), com Eduardo Requião de Mello e Silva, como candidato a prefeito, consumiu R$.2.300.000,00. A Coligação da Oposição (PMDB, PAN), cujo candidato a prefeito era o ex-deputado federal Maurício Requião de Mello e Silva, registrou gastos de R$.2.000.000,00. A Coligação Curitiba Vida Melhor (Partidos: PT, PPS, PV, PMN, PHS, PCB, PcdoB), com o deputado estadual Ângelo Vanhoni, registrou gastos de R$.1.500.000,00. A Coligação Curitiba Forte, que uniu o PSDB, PSDC, cujo candidato era Luiz Forte Netto, registrou gastos de R$ 1.000.000,00. O candidato Jamil Nakad (PRTB) gastou R$.500.000,00 e o PSTU, com Diego de Studzé apresentou gastos de R$.50.000,00.

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