Pedro Ribeiro - Livre Iniciativa
Esta semana será decisiva para o Banestado. Os bancos classificados para a compra da instituição deverão formalizar um pedido para adiamento do leilão, programado para o dia 17 de outubro. Os executivos dos bancos interessados na privatização, alegam que não estão tendo o tempo suficiente para analisar todos os pedidos de informações sobre o Banestado. Além disso, esses mesmos executivos também estão avaliando a documentação para a compra do Banespa, que deverá ser leiloado nos primeiros dias de novembro. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, não está preocupado com a questão da avaliação, mas também defende o adiamento do leilão. Para ele, um tempo maior e de preferência após o leilão do Banespa, favoreceria o banco paranaense na questão do preço, ou seja, poderá ter uma melhor avaliação. Stephanes reconhece a questão da multa, através do Banco Central, de R$ 14 milhões por mês. Quanto mais demorar, mais multa pagará. Amanhã, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, estará na Associação Comercial do Paraná (ACP), atendendo a convite do presidente, Marcos Domakoski, para explicar todo o processo de privatização da instituição financeira paranaense. O que os empresários lamentam é o rombo que aconteceu no banco, onde o governo federal, através do banco Central, teve que injetar R$ 5,2 bilhões para sanar o banco. A questão, é quem pagará essa conta. É claro que é o povo paranaense.
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