Pedro Ribeiro - Livre Iniciativa
Depois de vários dias mergulhados em documentos, números e análises técnicas, diretores da Associação Comercial do Paraná (ACP) se reuniram no final da tarde de ontem para tomar uma posição política sobre o processo de privatização do Banestado. Em referência à venda, os empresários não têm qualquer dúvida e estão convencidos - pelo próprio presidente Reinhold Stephanes - da importância e necessidade de se limpar a barra da instituição que é um patrimônio do povo paranaense. A dúvida, no entanto, estaria relacionada à intenção de Stephanes de adiar a venda do banco. Ontem, conversamos com o presidente da ACP, Marcos Domakoski e ele nos disse que ainda não entendeu o por que da resistência em adiar o leilão, uma vez que se for acatada a idéia, o Banestado poderia ter um preço superior ao preço mínimo anunciado, o que seria mais interessante ao Estado. Esta é uma posição pessoal e não da ACP, ressaltou. Não bastasse a polêmica em torno dos valores e da própria data (dia 17 de outubro), parece que estaremos tendo um outro entrave no período, caso a eleição para prefeito de Curitiba vá para o segundo turno. Imaginem negociar uma instituição como o Banestado, em meio a um tiroteio eleitoreiro. Diante disso, vale a prudência. De qualquer forma, hoje deveremos ter uma posição da Associação Comercial do Paraná sobre o assunto. Esta posição, favorável ou não à prorrogação do prazo, é política e deverá ser tomada sem que os empresários pudessem ter ouvido o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, que tem se mostrado radicalmente contra a dilatação do prazo. Ontem passou-se o 13º dia em que Gionédis foi convidado para explicar o processo de privatização e até o momento não deu resposta aos empresários.
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