A proposta da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de promover a moratória da dívida externa brasileira, deixou o governo e o próprio Partido dos Trabalhadores de saia justa. Empréstimos concedidos por instituições financeiras internacionais ao Brasil nas áreas de infra-estrutura e social chegam hoje a US$ 16,5 bilhões, o que representa 18% do total da dívida externa brasileira calculada hoje em US$ 92,2 bilhões. Os projetos do governo federal financiados por estas instituições respondem por US$ 8,7 bilhões da dívida. O saldo restante foi contraído por estados e municípios. Para o secretário do Tesouro, Rubem Sardenberg, se o governo parar de pagar os credores, haveriam muitos problemas que não se limitariam apenas aos projetos na área social. Hoje, segundo Sardenberg, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) participa do financiamento de 56 projetos no valor total de US$ 13,5 bilhões. Desse montante, US$ 7,6 bilhões já foram desembolsados. O Banco Mundial (Bird) financia cerca de 50 programas em execução no valor de US$ 7 bilhões. O PT apóia o plebiscito patrocinado pela CNBB mas não defende a moratória da dívida externa e interna brasileira. Segundo o deputado petista, Aloizio Mercadante, o PT não é favorável ao calote da dívida. O PT quer discutir o modelo de política econômica adotado pelo governo.

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