Pedro Malan indica 5 novos diretores ao BC
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, enviou ontem ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma lista indicando cinco diretores para compor a diretoria do Banco Central. Para dirigir a área externa, hoje ocupada por Demósthenes Madureira de Pinho Neto, foi indicado o economista Daniel Gleizer, do CSFB Garantia. Era intenção do governo colocar nesse cargo, estratégico no momento, um nome de mercado. A sugestão atende essa expectativa.
Dois outros cargos serão ocupados por funcionários de carreira do Banco Central. A Diretoria de Administração, atualmente ocupada por Carlos Eduardo Tavares de Andrade, ficará a cargo de Edson Bernardes, que já havia ocupado o cargo de secretário-executivo da diretoria da instituição. Bernardes estava aposentado, mas aceitou o convite para voltar. A área de Fiscalização, hoje a cargo de Cláudio Mauch, será dirigida por Luiz Carlos Alvarez, outro funcionário de carreira que ocupa, atualmente, a chefia do Departamento de Fiscalização.
Luiz Fernando Figueiredo, ex-tesoureiro do banco BBA, foi chamado para ocupar a diretoria de Política Monetária - que foi dirigida por último por Francisco Lopes. O professor Sérgio Werlang, da Fundação Getúlio Vargas, ocupará a diretoria de Pesquisa Econômica. Werlang teve uma curta experiência no governo, no início dos anos 90, como assessor da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Também participou de uma comissão que elaborou a proposta de reforma tributária do governo Collor. A área de Pesquisa Econômica também era dirigida por Lopes, que a acumulava com a Política Monetária. Quando foi indicado presidente do Banco Central, Lopes sequer teve tempo de nomear sucessores para essas diretorias, antes de ser demitido.
Malan indicou, ainda, a manutenção de dois dos atuais diretores: Sérgio Darcy, da área de Normas, e Paolo Zaghen, encarregado da área de reestruturação do sistema financeiro estadual. Todos os nomes, após aprovados pelo presidente Fernando Henrique, serão encaminhados ao Senado Federal, para sabatina. O nome do presidente indicado do BC, Armínio Fraga, também será submetido ao Senado após o carnaval. Ele ainda não tomou posse na instituição.
Nem o Ministério da Fazenda, nem o Banco Central divulgaram os currículos dos novos diretores indicados. A renovação da diretoria do Banco Central havia sido anunciada pelo ministro Pedro Malan no dia 2 de fevereiro, quando Francisco Lopes deixou a presidência do Banco Central e foi substituído por Armínio Fraga, respeitado como operador do mercado financeiro mas que levantou polêmica porque foi assessor do megaespeculador George Soros até recentemente.


