PEDRA NO SAPATO - Governo destaca investimentos e melhorias
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de janeiro de 2010
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Duplicação e recuperação de rodovias, melhorias em aeroportos e em portos foram citados por órgãos do governo estadual e federal na área de transportes como alguns dos investimentos na área nos últimos anos. A promessa é de novos investimentos para 2010 e 2011.
A Secretaria de Estado dos Transportes informou que, entre 2003 e 2009, o governo investiu aproximadamente R$ 1,5 bilhão em recuperação, pavimentação e conservação de rodovias, num total de 8,1 mil quilômetros. Segundo a secretaria, em 2002 cerca de 40% das rodovias estaduais estavam em situação precária ou ruim.
Entre as obras realizadas nos últimos anos, a administração estadual destaca a duplicação da BR-467 entre Cascavel e Toledo, a duplicação da rodovia Carlos João Strass, em Londrina, a duplicação da PR-323 em Paiçandu (região de Maringá), a conclusão do Contorno Norte de Curitiba, entre outras.
A secretaria informou também que fez investimentos em aeroportos: foram recuperadas as pistas de 20 aeroportos municipais. Além disso, 11 aeroportos receberam nova sinalização. Esses investimentos totalizaram R$ 7,4 milhões. O governo também destinou recursos para obras em pontes em rodovias municipais.
A administração estadual informou que para 2010 está prevista a aplicação de R$ 629,5 milhões na área de transportes e R$ 659,2 milhões para 2011. Segundo a Secretaria dos Transportes, entre essas ações estarão as Estradas da Liberdade (rotas alternativas ao pedágio), obras de conservação, investimentos nas Patrulhas Rodoviárias (programa que promove melhorias de vias rurais) e em aeroportos municipais.
A Ferroeste, através da assessoria de comunicação, informou que vai construir um novo ramal, de 365 quilômetros, ligando Guarapuava ao Porto de Paranaguá. Os trilhos passarão por Prudentópolis, Irati, Fernandes Pinheiro, Teixeira Soares, Palmeira, Porto Amazonas, Lapa, Balsa Nova, Araucária, Curitiba, São José dos Pinhais, Morretes, Antonina e Paranaguá.
O projeto de expansão da empresa prevê a ampliação da malha em mais 1,3 mil quilômetros, com investimentos estimados de R$ 3 bilhões. Segundo a empresa, mais ramais serão incluídos a partir da criação da Ferrosul (em parceria com os governos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul). A Ferroeste relatou que o governo federal já se comprometeu a liberar recursos. A respeito do traçado da expansão, a empresa justificou que ele atende às principais demandas dos setores produtivos, e que várias entidades representativas manifestaram apoio ao projeto.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou, por meio da assessoria de comunicação, que instituiu em 2004 novas regras para o recebimento, descarga e embarque de grãos. A Appa apontou que essa logística acabou com as filas de caminhões e reduziu o tempo de espera no pátio de triagem.
A administração relatou que nos últimos anos foram aplicados R$ 14,9 milhões na área primária do Porto de Paranaguá, investimentos que incluíram a recuperação estrutural do cais comercial. No silo público de armazenagem, foram R$ 9,2 milhões para a reforma das instalações elétrica e hidráulica e na parte logística, e no pátio de triagem, investimentos de mais de R$ 1 milhão. Outros R$ 24 milhões, segundo a Appa, foram gastos nas vias de acesso, que receberam pavimentação em concreto.
Ainda de acordo com a administração, uma dragagem emergencial (investimento de R$ 29,3 milhões) possibilitou a retomada do limite de 12,5 metros de calado para navegação no canal. Para este ano, aproximadamente R$ 95 milhões devem ser aplicados no aprofundamento dos berços e remodelação e ampliação do cais (píer de 436 metros), o que permitiria um incremento de até 80% na movimentação de grãos.
Estão previstos ainda a construção de um novo silo graneleiro horizontal, com capacidade para 107 mil toneladas (obra licitada em R$ 44,3 milhões), outros R$ 7,8 milhões para obras no pátio de classificação de caminhões e investimentos para construção de mais um berço de atracação de navios de contêineres pela empresa Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).
A Appa alegou que os investimentos para aumentar a capacidade de operação com grãos são extremamente importantes porque o Paraná é um dos maiores produtores brasileiros de grãos e a economia do País é essencialmente agrícola.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
(Dnit) informou que, entre as obras previstas no orçamento do órgão para 2010, estão a construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná, na BR-277, a construção de um trecho pavimentado de cinco quilômetros na Estrada Boiadeira, na região de Campo Mourão, e de contornos rodoviários em Maringá e Cascavel. Entre os estudos em andamento do órgão, está o desvio da linha férrea da região central de Curitiba.
A Infraero, estatal responsável pelos principais aeroportos do País, informou que realizou investimentos em 2008 e 2009 em projetos e obras de reforma dos terminais de passageiros, pátios e pistas nos quatro aeroportos que administra no Paraná: Bacacheri, em Curitiba (investimentos de R$ 600 mil), Afonso Pena, em São José dos Pinhais (R$ 7,6 milhões), Foz do Iguaçu (R$ 2,9 milhões) e Londrina (R$ 1 milhão).
De acordo com a Infraero, a previsão dos investimentos em obras para 2010 e 2011 no Bacacheri é de R$ 1,1 milhão, para readequação do terminal de passageiros e projeto de um posto de abastecimento de aeronaves; no Afonso Pena, de R$ 25 milhões, para adequação dos terminais de passageiros e de cargas, pátio e pista; em Foz, de R$ 1,6 milhão, para cercas perimetrais e climatização do terminal de passageiros; e em Londrina, de R$ 3,6 milhões, para adequação da área frontal do terminal de passageiros e drenagem do pátio.


