Pedidos de máquinas recuam, mas setor está otimista
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segunda-feira, 08 de setembro de 2003
Paula Puliti<br>Agência Estado 
São Paulo Os pedidos em carteira feitos à indústria de máquinas e equipamentos recuaram 3,6% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2002. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as encomendas garantiam 15,9 semanas de produção, ante 16,5 em julho de 2002.
Apesar da queda nos pedidos, o presidente da entidade, Luiz Carlos Delben Leite, acredita em melhora dos números nos últimos três meses do ano, puxada pela tendência de queda nos juros e pela aprovação da reforma tributária. ''Esses dois pontos induzirão os investidores a ter mais confiança na economia'', diz o empresário.
Em termos de faturamento, o acumulado de janeiro a julho passou de R$ 18,53 bilhões em 2002 para R$ 19,7 bilhões nos primeiros sete meses de 2003. Os setores com melhor desempenho foram máquinas agrícolas (aumento de 48,8%), máquinas-ferramenta (31,3%) e máquinas e equipamentos para madeira (50,4%). O desempenho do setor de máquinas e equipamentos é, tradicionalmente, influenciado pela decisão de investimento das empresas em modernização ou aumento da capacidade produtiva. O nível de emprego setorial também registrou ligeira elevação, segundo dados da Abimaq, com criação de 579 vagas.
Exportações As exportações de máquinas e equipamentos cresceram 31,8% nos sete primeiros meses do ano, atingindo US$ 2,65 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Apesar do crescimento, houve desaceleração em relação aos seis primeiros meses do ano. No acumulado janeiro a junho, a alta havia sido de 35,92%.
Já as importações registraram queda de 13,4% até julho e 15,3% nos últimos 12 meses. Assim, o déficit setorial de máquinas e equipamentos caiu de US$ 1,801 bilhão para US$ 651,12 milhões, uma redução de 63,8%. Também aumentou a participação da indústria local na aquisição de máquinas e equipamentos, que passou de 60,6% no acumulado de janeiro a julho de 2002 para 63,4% em 2003. A substituição de importações no setor proporcionou uma economia de R$ 11,3 bilhões para o País desde 2000.


