São Paulo - O presidente mundial da HP, Leo Apotheker, sinalizou ontem que se as reivindicações feitas pela Foxconn no Brasil forem aplicadas ao mercado, isso poderá determinar alguns planos de expansão da companhia no país. A gigante taiwanesa fez uma série de exigências para confirmar o investimento de US$ 12 bilhões no país em cinco anos. Os recursos já mobilizam muitos municípios, entre eles Londrina e Maringá, conforme divulgou ontem a FOLHA DE LONDRINA.
A Foxconn reinvidica um terreno grande o suficiente para acomodar mais de uma divisão da empresa; conexão Wi-Fi de alta velocidade; suporte para rotas marítimas até os principais aeroportos, como os de São Paulo; apoio financeiro do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento; ajuda do governo para encontrar pequenos investidores; plano para transporte e logística que permitam uma rápida entrega de materiais para as estruturas da Foxconn; escritórios com 100% de cobertura para fios de fibra ótica.
''Se o governo brasileiro realmente expandir as condições, podemos procurar expandir nossos planos locais'', afirmou. No Brasil, a HP produz servidores - em fábrica própria - e desktops, notebooks, netbooks e impressoras - em instalações terceirizadas, entre elas as da Foxconn. Uma das oportunidades para a HP seria trazer soluções de armazenamento e de rede.
Em visita ao Brasil, Apotheker afirmou que as operações locais são uma das prioridades da HP no mundo para desenvolvimento de negócios como serviços, software e hardware. Afirmou também que poderá fazer do centro de Pesquisa e Desenvolvimento que a empresa mantém em Porto Alegre um polo global de exportação de tecnologia.

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