Pedido o fim dos subsídios
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domingo, 29 de setembro de 2002
Agência EFE 
Washington - O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) pediram, ontem, aos países ricos, durante sua assembléia anual, em Washington, a redução de barreiras comerciais e a eliminação dos subsídios agrícolas.
Na reunião dos organismos - da qual participam representantes de 184 países -, vários ministros e governadores dos bancos centrais alertaram sobre os riscos enfrentados pela economia global, embora tenham voltado a expressar sua confiança na recuperação, e evitaram entrar em confrontações.
Durante sua 57 assembléia anual, as instituições financeiras internacionais e seus integrantes deram um exemplo de boas intenções, mas não se comprometeram a quase nada em seus discursos públicos.
O diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, disse que são necessárias ''ações enérgicas'' dos países ricos para estimular a confiança na economia mundial e insistiu na necessidade de diminuir as barreiras ao comércio dos produtos das nações em desenvolvimento.
James Wolfensohn, presidente do Bird, pediu a elaboração de um ''calendário fixo'' para que as nações desenvolvidas eliminem os subsídios agrícolas e permitam aos países pobres competir nos mercados mundiais.
Diante da convocação de protestos contra as políticas econômicas neoliberais, o último dia das reuniões do FMI ocorreu em ritmo vertiginoso e, diferente de outros anos, muitas atividades paralelas e encontros bilaterais foram suspensos.
A principal vitória desta reunião parece ter sido o incentivo para a elaboração de uma proposta de criar um mecanismo internacional de moratória para países com dívidas insustentáveis.
No último dia de reuniões, o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O'Neill, disse que esse mecanismo deve servir para fazer o processo de reestruturação das dívidas mais ordenado, porém não mais fácil.
O'Neill opinou que o processo permitiria ''colocar um limite ao tamanho dos pacotes (de ajuda) do FMI'', uma velha reivindicação do governo de George W. Bush, que nem sempre foi colocado em prática, como demonstra o apoio a um empréstimo de US$ 30,4 bilhões para o Brasil.


