Pedagoga é exemplo de organização
Assim como no caso do carro que comprou no ano passado, a pedagoga Janete Ramos Pontes planeja a maioria das compras. "Até mesmo um alfinete", brinca.
Ela tem orgulho em dizer que compra tudo à vista e mesmo depois de trocar de carro, viajar no final do ano e ainda garantir os presentes dos filhos, garante que não tem nenhuma parcela a pagar, muito menos cheques pré-datados a serem descontados.
Todos os gastos, rendimentos e planos estão descritos e organizados. Até o ano passado ficavam em um caderno e agora fazem parte de uma planilha. "Eu procuro pensar em tudo e ali eu sei o quanto não posso passar. Agora estou em contenção de despesas e com roupas, por exemplo, não posso gastar."
A pedagoga diz que se mantém firme na decisão de não gastar, mesmo quando a tentação é grande. Mas nem por isso deixa de aproveitar a vida, claro que de forma bem planejada. A estadia da viagem de férias, por exemplo, já estava paga com meses de antecedência. "Eu tenho direito ao meu lazer", destaca.
Janete conta que o exemplo da própria mãe foi fundamental para que ela se tornasse uma pessoa organizada financeiramente. A necessidade também colaborou, quando ela se divorciou e precisou dar conta de criar os dois filhos. "Tive que me organizar do jeito que podia e acreditava que apesar de passar apurado, a gente tinha que passar bem."
E ter uma vida financeira bem organizada, para ela, vai além da necessidade. "Eu penso assim: a dívida e o excesso trazem preocupação e tristeza. É assim com muitas pessoas que conheço." (J.F.)





