A exportação de produtos agrícolas pode ser onerada em até R$ 5,00 por tonelada a partir da cobrança de pedágio, em maio, nas rodovias do Anel de Integração. O cálculo faz parte de um estudo elaborado pela Ocepar e Faep, órgãos que estão preocupados com a elevação do custo Brasil. São 26 postos de cobrança.
Para o Sindicato das Empresas de Transprote de Cargas, a cobrança de pedágio será responsável pelo aumento médio de 6% a 7% no transporte. No trecho mais utilizado - Foz do Iguaçu e Curitiba (BR-277) -, o aumento será de 15%, informou o coronel Sérgio Malucelli, superintendente do sindicato.
A preocupação das cooperativas é que elas poderão pagar em média 25% a mais no frete, segundo a Ocepar. A cobrança bidirecional (ida e volta) vai onerar o valor do frete dos fertilizantes em até 50%, afirmou Flávio Turra.
A Ocepar e a Faep vão reivindicar a redução do número de postos de pedágio e do valor fixado para as tarifas. O Setcepar quer uma reunião com as concessionárias das rodovias para negociar uma taxa menor para os caminhões que voltam vazios e aqueles que têm menor número de eixos.
A tarifa inicial do pedágio no Paraná está muito elevada fica próxima às tarifas cobradas na Via Dutra, duplicada há três anos. O custo do transporte entre Foz do Iguaçu e Curitiba é de R$ 750,00 e com o pedágio no valor de R$ 114,00, o frete sobe para R$ 864,00.
Outra alternativa apontada pela Ocepar é a ferrovia, cuja tarifa é 30% inferior à rodovia. Já o presidente da Faep, Ágide Meneguetti, não está tão otimista assim; ele acha que a tendência da ferrovia é acompanhar o preço da rodovia. O fato de a Ferrovia Sul Atlântico, que está operando no Paraná, rejeitar os contratos de longo prazo é um indicativo dessa tendência, ilustrou.

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