A candidata Gleisi Hoffmann tem como propostas aproveitar os polos da indústria e contar com as universidades federais e estaduais que podem proporcionar inovação e desenvolvimento tecnológico para a indústria. "Está faltando articular os diversos atores produtivos. O Estado tem que ser um grande organizador nisso", disse.
Para ela, não adianta só dar incentivos tributários. Isso precisa estar dentro de um plano de desenvolvimento econômico do Estado. Gleisi pretende criar um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Paraná, um conjunto de ações para o desenvolvimento do Estado. E ainda trabalhar o desenvolvimento regional. A candidata defende que o plano de governo tenha a participação da sociedade. Por isso, vai criar conselhos regionais e um conselho de desenvolvimento econômico e social. O foco inicial será um estudo das cadeias produtivas do Estado. Defendeu ainda a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do Paraná. A ideia dela é ainda trazer isenção completa para a microempresa.
Outro tema muito debatido durante a sabatina foi o pedágio. Gleisi disse que pretende pedir a revisão dos contratos como já tinha determinado o Tribunal de Contas da União (TCU). Requião afirmou que entrou com 38 ações na Justiça para discutir os contratos, mas houve muita lentidão da Justiça. E garantiu que o pedágio vai acabar um dia. Richa disse que é possível reduzir o pedágio, mas sem o "abaixa ou acaba" em menção ao senador Requião.
Para o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, os três candidatos têm condições de serem governadores e estão bem preparados. Para ele, as propostas dos candidatos atendem, de certa forma, ao caderno da Fiep, mas há muita coisa que é da ordem de leis, de políticas estruturantes e de competência federal. "Há muitas questões convergentes entre a indústria e os candidatos", disse. Mas, afirmou que o aumento do mínimo regional proposto por Requião traz preocupação ao setor produtivo. (A.B.)

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