Pedágio: Faep e Ocepar querem volta de cupons
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de abril de 1999
Vânia Casado 
As lideranças do setor agropecuário estão aguardando uma resposta do secretário dos Transportes Heinz Herwig, sobre a volta dos cupons-safra que permitem o pagamento diferenciado nas praças de pedágio para o transporte da produção. O presidente da Faep, Ágide Meneguette, disse, ontem, que o setor não tem como pagar um possível aumento de pedágio.
Segundo estudos feitos pela Faep e Ocepar, as tarifas atuais, que já foram reduzidas em 50% em relação às taxas iniciais, representam um aumento de 15% no custo do frete rodoviário. Com isso, o custo de produção do milho subiu 4,3% e o da soja, 2,6%. Os cupons-safra foram instituídos no início do ano passado para isentar em 50% o transporte de grãos do pagamento do pedágio. Posteriormente os cupons foram substituídos por uma redução linear de 50% nas tarifas das praças de pedágio.
Segundo Meneguette, se a tarifa do pedágio aumentar ainda mais, quem vai pagar a conta é a agricultura. Ele explicou que o pedágio não é pago pelo veículo que está na rodovia, mas está embutido no valor da mercadoria que está sendo transportada. Assim, quem vai ser onerado mesmo é o produtor já que a maior parte dos veículos que transitam nas rodovias do Anel de Integração, está transportando algum tipo de produto.
A preocupação da Faep e Ocepar é a perda de competitividade paranaense em relação às outras regiões do país. Um estudo do departamento econômico da Faep aponta que a produção de soja e milho já está migrando para o Centro-Oeste e Norte do país. Atrás vão os grandes projetos de suinocultura e avicultura.


