Pedágio e falta de crédito impedem expansão do frango
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Oswaldo Petrin<Br>De Londrina 
A cobrança de pedágio nas rodovias e a falta de linhas de crédito específicas do BNDES foram colocadas ontem como fatores que limitam o crescimento da cadeia produtiva da avicultura de corte e impedem que empresas menores sejam adequadamente equipadas para conquistar novos mercados. A crítica foi feita ontem, em Londrina, pelo presidente da Avipar, Paulo F. Muniz, na abertura da Feira Internacional de Genética, Processamento, Insumos e Tecnologia Animal (Figtec). ''Temos questionado o pedágio nas rodovias, que onera a produção. E a ausência de linhas de crédito, que impede que empresas de médio e pequeno porte se equipem para novos mercados'', afirmou Muniz.
Expansão e sanidade foram os outros pontos destacados na instalação da Feira, que apresenta uma exposição de equipamentos, agenda de negócios e palestras técnicas.
Dados da Avipar apontam que a cadeia frango gera 376 mil viagens por mês (considera desde o transporte de sementes para o milho até o frango abatido) e muitas dessas viagens passam pelo pedágio, um desembolso que não tem volta.
Apesar disso, avicultura e suinocultura do Paraná apresentam taxas de crescimento superiores à média nacional.
Por sua vez, o presidente da APS, Romeu Carlos Royer, reconheceu que o setor vive um bom momento com demanda maior que a procura e remunera bem o suinocultor. Ele atribui a fase positiva à conjugação de vários fatores, destacando a qualidade da carne suína paranaense, hoje comparada às melhores do mundo.
O secretário da Agricultura, Antônio Poloni, alertou para o tratamento de resíduos de suínos nos solos e defendeu esforço cada vez maior para manter os produtos de origem animal no atual nível de sanidade. A questão ambiental será um diferencial cada vez mais forte no mercado. Ele também defendeu a permanência do atual ''status'' sanitário, uma tarefa para as instituições paranaenses, especialmente as 32 entidades integrantes do Conesa. Os governos mudam mas a estrutura de controle sanitário deve ser mantida.
O Paraná é hoje o maior produtor nacional de frango de corte. o Estado alojou 454 milhões de pintos de corte entre janeiro e agosto deste ano, 20,06% da produção brasileira. Neste período, a produção local cresceu 11,3% comparada a do ano passado, com os abates avançados de 403 milhões de cabeças para 449 milhões. Esse desempenho superou a evolução da produção brasileira, que cresceu 9,3% no primeiro semestre deste ano, portanto inferior aos 11,3% do Estado do Paraná, no mesmo período.
Suínos Os dados da APS também mostram uma suinocultura crescendo - em produção e consumo - acima da média nacional. Com 4,6 milhões de cabeças o Paraná produz este ano 407 milhões de toeladas de carne; 186 mil para o consumo interno, de outros Estados e exportação. A produção de suínos cresce 9% comparados aos 4% do crescimento nacional.
Em termos de consumo, o Paraná passou de 17,5 kg/per capita/ano em 2000 para 19 kg em 2001 (+-10%) e espera um salto para 19 kg/per capita/ano em 2001 para 21 kg/per capita/ano em 2001. Consumo nacional evoluiu à distância: 10,8 kg per capita em 2000; 12 kg/per capita em 2001 e espera chagar aos 13 kg/per capita em 2002.


