Pecuaristas têm até o próximo dia 30 para comprovar a vacinação contra febre aftosa nos núcleos regionais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A campanha foi encerrada no último sábado com uma expectativa de vacinação de todo o rebanho, formado por 10,2 milhões de cabeças. Para comprovar a imunização, é preciso apresentar as notas fiscais de compra das vacinas e um formulário preenchido com informações como data da vacinação, dados pessoais do pecuarista e da propriedade e faixa etária do rebanho vacinado.
Depois do dia 30, quem não comprovar a vacinação será autuado pelos técnicos da Seab e terá prazo de 48 horas para que a imunização seja feita. Se esse período expirar e os animais não tiverem sido vacinados, o pecuarista receberá outro auto de infração e a vacinação ocorrerá de forma compulsória. Segundo o coordenador regional da Defesa Sanitária do núcleo de Londrina, Carlos Alberto Bonezzi, a vacinação já tinha sido comprovado em boa parte do rebanho da área de abrangência do núcleo, que compreende 19 municípios.
Paraguai - A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) concedeu novamente o certificado de país livre de aftosa com vacinação ao Paraguai, condição que o país havia adquirido em janeiro do ano passado. A revalidação do certificado desmistifica a crença, não assumida oficialmente mas difundida entre pecuaristas e associações de produtores brasileiros e argentinos, de que o país vizinho teria sido o responsável pelo ressurgimento da aftosa em seus territórios. Brasil e Argentina tiveram casos da doença a partir de outubro do ano passado.
Os focos de aftosa surgidos no Mato Grosso do Sul - e depois estendidos ao Paraná, que ainda contesta a contaminação de seu rebanho - estavam próximos à fronteira com o Paraguai, onde o trânsito de animais ocorre sob controle deficiente. Essa deficiência será superada com o monitoramento via satélite do rebanho numa faixa de 10 quilômetros da fronteira, sistema que está sendo instalado sob supervisão do Ministério da Agricultura.
A confirmação da ausência da aftosa em território paraguaio foi feita durante a assembléia anual da OIE, que se realiza em Paris. O organismo internacional também concedeu ao Paraguai o status provisório de país livre da encefalopatia espongiforme bovina, o ''mal da vaca louca''. A certificação permanente será concedida dentro de um ano se não surgir nenhum caso dessa doença, explicou o vice-ministro de Pecuária do Paraguai, Gerardo Bogado.
A confirmação de que está livre da aftosa ocorre num momento estratégico, pois o Paraguai será inspecionado nas próximas semanas por técnicos da União Européia. A inspeção determinará se o país poderá exportar para os europeus. Os maiores clientes dos paraguaios passaram a ser os chilenos, que, com o surgimento da aftosa no Brasil, suspenderam totalmente a importação da carne bovina brasileira em outubro do ano passado.
O Paraguai exportou 130 mil toneladas de carne bovina em 2005, faturando US$ 350 milhões, e estima exportar este ano 200 mil toneladas, com faturamento de US$ 100 milhões a mais. O governo paraguaio está iniciando os procedimentos para poder exportar aos Estados Unidos.

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