Brasília Apesar das importações de leite terem caído mais de 50% no acumulado dos sete primeiros meses deste ano, os produtores pedem ao governo que analise proposta para elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para 35%. Leite em pó, queijos e soro estão na lista de exceção da TEC, com imposto de 27%. O setor argumenta que esse porcentual é insuficiente para defender o setor leiteiro do subsídio americano e europeu à produção.
''Além de defender a produção nacional, aumentar a TEC para os produtos lácteos nos daria maior poder de barganha nas negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca)'', afirmou ontem o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim.
Ele explicou que, quando a Alca entrar em vigor, haverá prazos diferentes para desgravação de tarifas. Se a TEC do leite for maior, o produto será protegido por mais tempo.
Em sua análise mensal, o Ministério da Agricultura informa que as importações de leite, laticínios e ovos somaram US$ 72,308 milhões no acumulado entre janeiro e julho de 2003, contra US$ 158,253 milhões em igual período do ano passado. Alvim não citou dados referentes à importação.
Ele participou ontem do seminário ''Estratégias para o Fortalecimento da Agricultura Familiar'', organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Alvim, a inclusão de pequenos agricultores na produção permitiria ao País atingir a auto-suficiência. A produção estimada para 2003 é de 21,3 bilhões de litros, frente ao consumo de 22,2 bilhões de litros.

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