Pecuaristas estão em sérias dificuldades, diz Meneguette
O efeito imediato por conta da aftosa foi a queda acentuada dos preços pagos pelo leite e pela arroba bovina. As cotações já estavam em patamares inferiores aos praticados no mesmo período de 2004, apesar dos crescentes custos dos insumos. Em 2005, a arroba do boi atingiu os menores preços desde 96. Enquanto isto, os produtores de leite enfrentaram queda de 20% no preço em plena entressafra.
Grandes compradores internacionais de carnes de aves, suínos e bovinos suspenderam as compras do Paraná imediatamente após o anúncio da suspeita de febre aftosa. ''Os pecuaristas estão em sérias dificuldades econômicas. Na melhor das hipóteses, o Paraná voltará ao antigo status sanitário somente seis meses após tomadas todas as providências exigidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). E até recuperar a confiança internacional será mais um longo caminho a percorrer, tão difícil quanto está se mostrando ser o aumento da demanda interna. Em consequência, sobram carnes de aves, suínos e bovinos no mercado interno, o que mantém baixos os preços aos produtores'', constata o presidente da Faep.
Além da atual acentuada queda na renda, os criadores têm mais problemas pela frente. Entre outubro de 2005 e outubro de 2006, nas agências do Banco do Brasil no Paraná, vencem parcelas de financiamentos de custeio pecuário no valor de R$ 106 milhões.
No mesmo período, os criadores terão que pagar também parcelas totalizando R$ 200 milhões referentes a investimentos contratados pelas linhas do Propasto, Moderagro, Prodeagro e MCR 6 2, Finame. ''Se considerarmos os financiamentos nos demais bancos que operam com crédito rural, esses valores podem até dobrar'', estima Meneguette.





