Com o início da campanha de vacinação, o movimento nas revendas de insumos agropecuários começa a aumentar. Luis André Angelo, gerente da Casa Agropecuária, afirma que a perspectiva para essa segunda etapa da vacinação é de comercializar cerca de 40 mil doses da vacina para pecuaristas de Londrina e região. ''Até agora, vendemos aproximadamente 8 mil doses antecipadas'', revela. Segundo ele, o período de compra varia bastante, pois alguns produtores optam por adquirir a vacina antes do início da campanha, enquanto outros deixam para próximo do dia 20 de novembro.
Paulo Sérgio da Silva, que gerencia algumas propriedades na região de Londrina, conta que ainda não comprou as 490 doses de vacina que deverá aplicar no rebanho que administra em propriedade localizada no distrito de Maravilha. ''Provavelmente vou comprar tudo na próxima semana'', relata. Silva lembra que terá até o dia 30 para comprovar a vacinação junto à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e, neste caso, uma possível greve dos funcionários da defesa sanitária pode dificultar o processo.
Já o pecuarista André Carioba se enquadra no grupo dos que antecipou a compra das vacinas para essa campanha, tendo adquirido cerca de 2 mil doses. ''Todo mundo já está consciente da importância da vacinação'', avalia. Em relação à provável paralisação dos funcionários da defesa sanitária, Carioba avalia que os profissionais têm o direito de reivindicar a equiparação dos salários. ''O governo deve ter sensibilidade para atender as reivindicações o mais breve possível para que todos tenham salários com que possam defender o patrimônio do Estado'', argumenta. Para ele, a greve não deve afetar a vacinação, que deve ocorrer normalmentemente pelos pecuaristas, mas vai afetar outros serviços como a emissão de guias de transporte de animais. ''A nossa preocupação é com o controle nas regiões fronteiriças, em razão do foco de aftosa no Paraguai'', ressalta.(M.F.)

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