O proprietário da fazenda Santa Izabel, Bruno Alexandre Von Der Leyen, (na divisa de Grandes Rios e Rosário do Ivaí) afirma que ''perdeu o chão'' desde sexta-feira. Nesse dia, ele ficou sabendo, pela televisão, que o seu gado é suspeito de ter um dos focos da febre aftosa no Estado. Desde então, ele se transformou no assunto principal da cidade.
''Tenho dois laudos da Secretaria de Agricultura, um emitido na terça-feira (dia 18) e outro na sexta-feira (dia 21). Nenhum dos meus animais apresenta qualquer sintoma da doença. Acho que a minha propriedade virou 'boi de piranha' para o Estado'', afirmou Von Der Leyen. O pecuarista comprou um lote de 24 novilhas, da raça Nelore, no leilão Dez Marcas, realizado no início de outubro, na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina. Diz ter pago R$ 570 por cabeça.
Desde então, esse lote ficou separado dos outros mil animais da propriedade, de 325 alqueires. A intenção era fazer o manejo dos animais. Não deu tempo. Agora, os animais estão isolados, em quarentena. Segundo o veterinário da fazenda, Clayton Lopes de Paula, das 24 cabeças do lote, a suspeita da secretaria recai sobre 12. ''Não sei dizer o porquê. Garanto que não tem aftosa aqui, não temos animais babando ou mancando (esses são alguns sintomas da doença)'', disse.
''Tudo o que fiz até agora foi perdido. Trabalhamos e procuramos oferecer um produto diferenciado, sempre seguimos todas as normas do governo e o prejuízo já ficou'', avaliou o proprietário.
Depois da divulgação dos resultados dos exames feitos em suas novilhas, o pecuarista pretende convocar uma entrevista coletiva para tentar ''reverter a situação e informar quais medidas serão adotadas''. Por enquanto, prefere não adiantar seus próximos passos.
Técnicos da Seab iniciaram ontem as visitas em todas as propriedades localizadas em um raio de 10 quilômetros da Fazenda Santa Izabel. A medida tem caráter preventivo. ''A orientação é para que os pecuaristas vizinhos não vacinem seu gado agora porque pode mascarar a presença da febre aftosa, caso seja feita uma coleta de sangue'', explicou Antônio Sgobero, chefe do núcleo da Seab, em Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana).(F.M.)

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