Pecuarista diz que espera pronunciamento
O pecuarista Alexandre Turquino, cujo gado foi considerado suspeito de estar com a febre aftosa, disse ontem à noite que aguarda o governo (federal ou estadual) vir a público informar que o Paraná não tem a febre aftosa. ''Que o resultado é negativo estou sabendo desde hoje (ontem) à tarde, mas não vi o ministro da Agricultura (Roberto Rodrigues) ou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento (Orlando Pessuti) dar a notícia na televisão. Precisamos desse posicionamento deles com urgência, até porque nossas propriedades permanecem interditadas'', desabafou Turquino.
A família Turquino é a responsável pelo Leilão 10 Marcas que aconteceu durante a Eurozebu em Londrina no ínicio do mês passado. A suspeita da aftosa recaiu sobre o gado que Turquino trouxe do Mato Grosso do Sul e que foi vendido no leilão. ''Sabia que meu gado não tinha aftosa desde o início. Meu gado está bonito e engordando'', comentou ele, que disse que a notícia da suspeita da doença pode ter sido uma precipitação do governo. ''Com certeza houve erro ao divulgar esta suspeita. Não sei quem errou, mas erraram 19 vezes'', comentou ele, referindo-se ao número de animais declarados oficialmente pelo governo como suspeitos de terem a doença.
A Folha não conseguiu falar com o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Edson Neme, ontem à noite. A assessoria de comunicação da SRP informou que Neme só irá se manifestar sobre os resultados dos exames assim que o Ministro da Agricultura se pronunciar oficialmente.
No último dia 28, a Sociedade Rural do Paraná e pecuaristas que tiveram as propriedades interditadas concederam entrevista coletiva, onde apresentaram laudos e termos de vistorias apontando que o gado suspeito não tinha sintomatologia da doença. Na ocasião, o secretário Orlando Pessuti criticou a SRP e disse que não agiria daquela forma. Ele é esperado para hoje de manhã em Londrina para participar de uma palestra na UEL.





