O Ministério da Agricultura vai criar um selo para identificar as vacinas contra febre aftosa numa tentativa de aumentar o controle sobre o produto de uso obrigatório no rebanho nacional. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, o País consome 240 milhões de doses de vacinas contra aftosa, e a criação do selo deverá racionalizar a distribuição e evitar elevação de preços.
A idéia, sugerida pelos pecuaristas e fabricantes de vacinas, é criar entrepostos para a armazenagem das vacinas que serão distribuídas por caminhões monitorados. Além disso, deverá ser criado um fundo com parte dos recursos da venda do produto para apoiar os governos estaduais nas campanhas de vacinação e também para a conscientização dos produtores rurais.
O secretário Ênio Marques disse que nos próximos dias deve sair portaria aprovando a criação do selo e, se a experiência der certo, o Ministério pretende expandir a idéia para outros produtos de uso compulsório no País. Atualmente o Brasil tem dois Estados considerados áreas livres de aftosa ‘‘com vacinação’’ pela Organização Internacional de Epizootias (OIE): Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O Fórum Permanente de Pecuária de Corte da Confederação Nacional da Agricultura está propondo maior rigor no controle das vacinas e trânsito de animais.

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