Pecuária também sofre
A produção das 30 vacas leiteiras do agropecuarista Dario Castelli, também em Tupanciretã, baixou de 480 para 360 litros por dia. Culpa do pasto seco e ralo deste verão. Menos mal que seus 150 hectares de soja que foram abençoados por uma chuvarada na quarta-feira. As flores e vagens já estavam caindo, relata, admitindo que mesmo com a chuva a perda da cultura será superior a 50%. A altura da soja semeada na região deveria ter mais de um metro, mas não passa de 30 centímetros, segundo o técnico rural José Geraldo Ozelame, da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).
Nos 25 municípios do nordeste do Estado que têm agricultores associados à Cooperativa Regional Tritícola Serrana (Cotrijuí) as perdas são menores e chegam, em média, a 50% da safra do milho, a 20% da soja e 10% da produção de leite. Este cenário, observa o coordenador de negócios da cooperativa, Romeu Orsolin, indica aumento de preços em toda a cadeia. O milho, que serve de ração a suínos e aves, custará mais ao produtor, que pedirá reajuste aos frigoríficos que, por sua vez, tenderão a repassar os reajustes ao consumidor.
Essa pressão ainda não chegou ao mercado mas, como a analista Amaryllis Romano, da Tendência Consultoria Integrada, de São Paulo, disse durante a semana, pode elevar os preços das carnes de frango e suíno em 10% ao longo de 2002.





