Pecuária do Paraná agrada auditores da UE
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de janeiro de 2009
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná pode voltar a exportar carne bovina para a União Europeia. Auditores que visitaram fazendas de gado e frigoríficos no Noroeste do Estado, apresentam dia 2 de fevereiro, em Brasília, um relatório preliminar indicando se o sistema de rastreabilidade brasileiro é compatível com o sistema desenvolvido na Europa. Os dados foram coletados durante uma missão realizada de 21 de janeiro até ontem. Outras regiões produtores também foram avaliadas. O relatório final deve sair em 40 dias.
A missão foi recebida pelo Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis) que acompanhou as vistorias. Dos 12 auditores que participam da missão no Brasil, três estiveram no Paraná. De acordo com o chefe do Defis, Silmar Birer, as fazendas Santo Antônio e São Joaquim, em Paranavaí, e o frigorífico de Paiçandu agradaram aos auditores. Embora eles não opinem abertamente, o comportamento deles demostrou contentamento. Eles ficaram impressionados com o cumprimento total da lista de
exigências da UE nas propriedades, afirma.
Os auditores checaram o controle rigoroso da entrada e saída de animais, controle de nascimento, fornecimento de medicamentos, documentação, identificação, controle de exportação entre outros quesitos. Em cada local, a missão gastou em média 10 horas de avaliação.
Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, a avaliação do União Europeia é importante porque os resultados balizam outros mercados compradores de carne que interessam ao Paraná. Como a União Europeia é bastante exigente com relação às importações de carnes, a avaliação positiva das missões se torna um facilitador para o Paraná entrar em outros mercados, disse.
Uma das exigências é que os frigoríficos só podem exportar carne das propriedades autorizadas para o mercado europeu. No Brasil são 733 fazendas nesta condição e 19 delas, no Paraná.
Para o diretor do Sindicarne, Péricles Salazar, a presença da missão é a oportunidade de aumentar o número de fazendas habilitadas. O volume de 30 mil cabeças aptas à venda é muito baixo em relação a nossa capacidade de oferta. O ideal são 50 fazendas credenciadas para que houve um impacto
significativo na economia estadual, calcula.


