São Paulo O número de adesões ao PDV (programa de demissão voluntária) da Volkswagen já teria ultrapassado o patamar de 1 mil trabalhadores, segundo a comissão de fábrica de São Bernardo (ABC paulista). A Volks não confirmou ontem a informação. Segundo a montadora, até o final da semana passada, 800 trabalhadores haviam se inscrito no programa. Um novo balanço do total de adesões ao PDV deve ser divulgado na sexta-feira.
A comissão de fábrica informou que a maioria das pessoas que aderiram ao PDV não faz parte da lista de 1.923 excedentes de São Bernardo. Dos 800 da semana passada, só 200 eram excedentes. O PDV da Volks dá uma série de incentivos para o funcionário se desligar voluntariamente da empresa. Entre os estímulos financeiros estão o pagamento de 40% do salário por ano trabalhado e um adicional de 20 salários.
Impedida de demitir os excedentes até novembro de 2006 quando vence o acordo de estabilidade no emprego , a Volks também propôs aos funcionários a possibilidade de ser transferidos para o Centro de Formação e Estudo (CFE) ou ficar em casa. Nesses dois casos, qualquer que seja a escolha, a montadora garante o pagamento integral de salários e eventuais promoções e reajustes para os funcionários até novembro de 2006.
Os 1.923 excedentes entraram ontem em férias coletivas. No retorno ao trabalho, previsto para 12 de novembro, os funcionários saberão qual é o balanço de adesões ao PDV, que ficará aberto até 15 de dezembro.
Pelo acordo negociado com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cada adesão ao PDV de um não-excedente será deduzida da lista de excedentes. Dessa forma, do total de 1.923 excedentes deverá ser deduzido as adesões ao PDV dos não-excedentes.

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