Um colono israelense e sete palestinos, entre eles dois meninos, foram assassinados em um período de 24 horas, elevando para 507 o número de mortos desde o início da Intifada, em setembro do ano passado, enquanto os palestinos voltaram a disparar, ontem, obuses de morteiro contra uma colônia israelense na Faixa de Gaza.
Ontem pela manhã, um morador da colônia de Ofra, perto de Ramalah (Cisjordânia), foi morto por palestinos, que dispararam contra seu veículo. A vítima, Assaf Hershkowitz, de 31 anos, foi atingida no peito e morreu depois de perder o controle de seu carro, informou um porta-voz militar. Seu pai, Arieh Hershkowitz, havia sido assassinado nas mesmas circunstâncias por palestinos, também perto de Ramalah, no dia 29 de janeiro. Este ataque foi reivindicado em Beirute pelas Brigadas dos Mártires de Al Aqsa e em Gaza por Ezzedine Al Qassam, o braço armado do movimento islâmico Hamas.
Um policial palestino morreu ontem em consequência de fragmentos de obuses disparados por um tanque israelense perto de Rafah, ponto de passagem entre o sul da Faixa de Gaza e o Egito, informou uma fonte médica palestina. Segundo essa fonte, a vítima foi o capitão Mohamed Abu Khabar, de 57 anos, enquanto outras quatro pessoas foram feridas no ataque.
O ministro israelense de Defesa, Binyamin Ben Eliezer, afirmou em um comunicado que está decidido a continuar a luta contra o terrorismo, concentrando-se naqueles que cometem atentados e naqueles que mandam cometê-los.
Enquanto isso, um ministro palestino acusou ontem Israel de ter sido responsável pela explosão, segunda-feira, de um edifício em Ramalah, fato que causou três mortos, entre eles dois meninos de 8 e 3 anos, e vários feridos, assim como de outra explosão na qual morreram dois militantes de Hamas em Gaza.

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