A equipe do ministro não desistiu da proposta e seguirá com estudos e calibragens de alíquotas do imposto
A equipe do ministro não desistiu da proposta e seguirá com estudos e calibragens de alíquotas do imposto | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Brasília - Apesar da demissão do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, o ministro da economia, Paulo Guedes, ainda avalia propor a criação de um novo imposto aos moldes da extinta CPMF. Embora Cintra fosse visto como o grande patrocinador da implementação de um imposto sobre pagamentos, Guedes também defende a medida como forma de compensar uma redução de tributos sobre a folha salarial.

A equipe do ministro não desistiu da proposta e seguirá com os estudos e calibragens de alíquotas do imposto, que incidiria sobre todas as transações financeiras. Todos os pontos precisarão ser alinhados com o presidente Jair Bolsonaro.

A medida sofre resistência de economistas e parlamentares, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é um dos articuladores da reforma tributária, e também de Bolsonaro, que escreveu nesta quarta-feira (11) que o tributos está fora dos planos do governo.

Nesta quinta-feira, Guedes se reuniu com o secretário interino, José de Assis Ferraz Neto, e seus principais auxiliares. Ao chegar ao ministério, em Brasília, Guedes entrou pela garagem e evitou a imprensa, que o aguardava na porta. Um dos pivôs da queda de Cintra, o secretário adjunto da Receita Federal, Marcelo de Sousa Silva, também participou da reunião com Guedes.

Silva fez uma apresentação com detalhes da proposta de reforma tributária na terça-feira na qual apresentou, entre outros pontos, a alíquota de 0,4% para a contribuição sobre movimentações financeiras que estava sendo analisada pela equipe.

Segundo fontes da equipe, Guedes não vai demitir Silva porque não mexe no segundo escalão - vai nomear um novo secretário da Receita, que ficará responsável por montar nova equipe.

PEC

A comissão especial que analisa a reforma tributária de autoria de Baleia Rossi (MDB-SP), a PEC 45/2019, prorrogou pela quarta vez o prazo de apresentação de emendas à proposta. O novo prazo é válido até o dia 26. Até o momento, já foram registrados 114 pedidos de alteração no texto. O presidente do colegiado, Hildo Rocha (MDB-MA), disse que a prorrogação atende a pedido dos governadores que querem apresentar uma proposta para os Estados, baseada na PEC 45, com mudanças relativas ao Comitê Gestor e prazos de transição. (Com Agência Estado)

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