Paulistas falam em reajuste de até 15%
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sexta-feira, 15 de janeiro de 1999
Marcelo Teixeira Agência Folha 
Moinhos de trigo do Estado de São Paulo, reunidos ontem na sede do
sindicato que congrega as empresas do setor, concluíram que os preços da farinha terão um reajuste médio de 15%. A desvalorização de 8,5% do real representa um aumento do mesmo tamanho no preço do trigo, que é um produto importado com preço em dólares.
Além do custo maior imediato na importação do trigo, os moinhos terão de arcar com um acréscimo em dívidas contraídas com importações anteriores do produto e que também são em dólares. Um reajuste em torno de 15% hoje é imperioso para as empresas do setor reporem perdas com a desvalorização. E ainda temos que cruzar os dedos para que o câmbio se estabilize, afirmou Cássio de Souza, presidente do Sindicato da Indústria de Trigo do Estado de São Paulo.
O presidente da Abip (Associação Brasileira da Indústria da Panificação), Frederico Maia, acha difícil que o setor absorva o aumento do preço da
farinha sem um repasse para o consumidor. As margens de lucro já estão
muito reduzidas , afirmou. A participação da farinha de trigo no custo
final do pão é de cerca de 33%, segundo Maia.


