Curitiba - A greve dos bancários que completa duas semanas amanhã pode estar próxima do fim quando os funcionários vão decidir em assembleias se aceitam a nova proposta de reajuste salarial apresentada ontem pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A entidade ofereceu um reajuste salarial de 7,5%, com aumento real de 3,08%, para os que ganham até R$ 5.250. Para os bancários com salários superior a esse valor, a proposta é uma parcela fixa de R$ 393,75 ou correção de 4,29% de acordo com a inflação. A Federação também propôs um aumento de 16,33% nos pisos.
A maior parte das assembleias deve ocorrer amanhã. As negociações entre os bancários e a Fenaban foram retomadas ontem, após a rejeição da proposta apresentada no último sábado.
A proposta da Fenaban também prevê o aumento de 7,5% nos vales e auxílios, valorização do piso e uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior. Também está prevista uma cláusula de combate ao assédio moral e a implementação de um canal de denúncias para casos de assédio. A regra da PLR seria mantida (90% do salário mais parcela de R$ 1.024) e também reajustada em 7,5%. O adicional de PLR passaria de R$ 2.100 para R$ 2.400.
Os bancários querem reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, maior PLR, medidas de proteção à saúde com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e sequestros e fim da precarização via correspondentes bancários.
Ontem, em Curitiba e Região, havia 273 agências fechadas com 10,5 mil trabalhadores em greve. No Paraná, os efeitos da greve resultavam em 607 agências fechadas e 14,9 mil trabalhadores de braços cruzados.

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