Carmem Murara
De Curitiba
O Banestado fechou o ano de 1999 com um patrimônio líquido de R$ 473 milhões, primeiro resultado positivo desde que se iniciou o processo de privatização da instituição financeira. A confirmação foi dada ontem pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, após reunião do Conselho de Administração do Banestado. Os membros do conselho se reuniram para aprovar o balanço do banco relativo a 1999.
Presidente do Conselho, Gionédis ressaltou que o patrimônio líquido positivo é resultado direto do processo de saneamento promovido pelo Banco Central, através do Programa de Reestruturação do Sistema Financeiro dos Estados (Proes). ‘‘Com o grande aporte de capital do governo federal foi possível corrigir as distorções. Daqui para frente teremos um patrimônio líquido sempre positivo. É o último balanço com prejuízo operacional’’, afirmou o secretário. Segundo o secretário, o Banco Central injetou R$ 5,8 bilhões (valores atualizados devido a inflação e taxas de juros).
A reunião do Conselho de Administração durou pouco mais de uma hora, tempo suficiente para que os membros pudessem analisar as 58 páginas do balanço. O único item da pauta era a aprovação do balanço, cujos valores e informações serão publicados na próxima segunda-feira. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, não quis adiantar ontem mais detalhes sobre rentabilidade, valor das ações, lucro e prejuízo. O balanço foi auditado pela empresa de consultoria Ernst & Young e traz os números relativos também a 98.
O balanço do Banestado servirá como base para a privatização da instituição financeira que deve ocorrer no segundo semestre deste ano. As duas empresas de consultoria que fazem a modelagem do banco sugerem que o leilão de privatização seja no dia 14 de agosto. Esta data é defendida também pelo secretário da Fazenda, pois o governo tem pressa em ‘‘se livrar’’ do banco.
Já o presidente do Banestado quer que o banco seja vendido entre novembro e dezembro, seis meses após a privatização do Banespa, marcada para maio. Stephanes alega que em agosto faltará tempo para capitalizar mais o banco e atrair maior número de investidores.
O presidente do Banestado aposta que, após a venda do Banespa, todo o mercado financeiro se voltará à privatização do Banestado. Stephanes costuma dizer que os bancos que não comprarem o Banespa vão se interessar pelo Banestado. Entre os possíveis compradores estão Unibanco, Itaú, Bozano Simonsen e Bradesco.Balanço do ano passado aponta resultado de R$ 473 milhões, o primeiro positivo desde o processo de privatização do banco
Arquivo FolhaDISTORÇÕES CORRIGIDASO secretário Gionédis, presidente do Conselho de Administração: números agora serão sempre positivos

mockup