Os FIFs (Fundos de Investimentos Financeiros), que começaram a nascer no final de 95, abrigam hoje a maior parte da poupança financeira bruta do País. Fecharam junho passado com um patrimônio líquido de R$ 164,7 bilhões. Desse total, R$ 139,1 bilhões estão nos FIFs de 60 dias. O restante se distribui entre fundos de curto prazo, de 30 e de 90 dias. Desde janeiro de 96, quando os FIFs entraram efetivamente em vigor, o patrimônio líquido (PL) total cresceu 51%, bem abaixo dos juros acumulados daquela época até o último mês de junho: 130%.
O maior crescimento percentual nesses três anos e meio foi o dos FIFs de 90 dias, com 344,6%, em boa medida porque o PL desses fundos é relativamente inexpressivo no mercado. Já os fundos de curto prazo encolheram 73,9%, devido à baixa rentabilidade provocada pela tributação e compulsórios a que estão sujeitos. A partir de agosto, os demais FIFs terão liberdade para oferecer liquidez diária (possibilidade de saque com rendimento a qualquer momento) a seus cotistas, mas as retiradas até 29 dias serão muito taxadas.
Os CDBs prefixados, que também integram carteiras de FIFs, tiveram uma performance irregular de janeiro de 96 para cá. O saldo chegou a R$ 115 bilhões em dezembro de 97 e hoje está abaixo de R$ 100 bilhões. Um dos motivos é a CPMF, que onera essa aplicação.(Leia mais na página 3)

mockup