Passeio reúne 100 cavaleiros
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domingo, 30 de março de 2008
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Feito tropeiros que enfrentavam longas jornadas com seus rebanhos, mais de cem cavaleiros passearam pelas ruas de Londrina ontem de manhã, e, embora não conduzissem uma boiada, anunciaram a chegada do rebanho e de tudo o mais que a Expo 2008 traz consigo.
A cavalgada partiu das margens do Lago Igapó 2, subiu a Avenida Faria Lima, percorreu a Avenida Maringá e um bom trecho da Tiradentes, até chegar ao Parque de Exposições Ney Braga. À frente, a Rainha da Exposição, a Musa e as demais candidatas guiavam a tropa a bordo da Catita, o ônibus mais querido da cidade. O percurso levou cerca de 1h30, e a cavalgada terminou com um almoço de confraternização.
Nosso objetivo é divulgar a Exposição e já envolver a cidade no clima. Para isso, temos participantes de Londrina, Cambé e Arapongas, afirmou José Henrique Cavicchioli, responsável pela cavalgada. Além de atrair pessoas da região, outra semelhança dos participantes do evento com o público da exposição foi a participação de gente de todas as idades, classes sociais e profissões, inclusive do pelotão de Cavalaria da Polícia Militar. É também uma forma de promover a integração de todas essas pessoas que gostam das atividades eqüestres, ressaltou.
A administradora Dulce Blaia, uma das poucas mulheres participantes, é uma dessas apaixonadas por cavalos que não perde uma oportunidade de montar. Tanto que já foi até professora de equitação. O cavalo tem muito do nosso andar. Se você monta com freqüência, isso melhora seu emocional, diminui a ansiedade, o stress, explicou.
Trabalhando diariamente com bois e cavalos em uma propriedade arrendada, Geraldo José Dutra viu com prazer a oportunidade de cavalgar também no domingo. Está no sangue, não tem jeito de enjoar. Pena que Londrina é uma cidade fraca para isso, cavalgada tem mais nas outras cidades da região, lamentou. Uma prova de que a paixão pelos cavalos está realmente no sangue são os dois filhos de Dutra, que também fizeram questão de participar do evento. Eles montam desde que nasceram, e começaram a montar sozinhos com três anos de idade, revelou o pai, orgulhoso. É muito gostoso montar, não cansa, não dói, afirmou o mais velho, Maycon, de 10 anos. Para ele, andar a cavalo é mais gostoso até que brincar.


