Feito tropeiros que enfrentavam longas jornadas com seus rebanhos, mais de cem cavaleiros passearam pelas ruas de Londrina ontem de manhã, e, embora não conduzissem uma boiada, anunciaram a chegada do rebanho e de tudo o mais que a Expo 2008 traz consigo.
A cavalgada partiu das margens do Lago Igapó 2, subiu a Avenida Faria Lima, percorreu a Avenida Maringá e um bom trecho da Tiradentes, até chegar ao Parque de Exposições Ney Braga. À frente, a Rainha da Exposição, a Musa e as demais candidatas guiavam a tropa a bordo da Catita, o ônibus mais querido da cidade. O percurso levou cerca de 1h30, e a cavalgada terminou com um almoço de confraternização.
‘‘Nosso objetivo é divulgar a Exposição e já envolver a cidade no clima. Para isso, temos participantes de Londrina, Cambé e Arapongas’’, afirmou José Henrique Cavicchioli, responsável pela cavalgada. Além de atrair pessoas da região, outra semelhança dos participantes do evento com o público da exposição foi a participação de gente de todas as idades, classes sociais e profissões, inclusive do pelotão de Cavalaria da Polícia Militar. ‘‘É também uma forma de promover a integração de todas essas pessoas que gostam das atividades eqüestres’’, ressaltou.
A administradora Dulce Blaia, uma das poucas mulheres participantes, é uma dessas apaixonadas por cavalos que não perde uma oportunidade de montar. Tanto que já foi até professora de equitação. ‘‘O cavalo tem muito do nosso andar. Se você monta com freqüência, isso melhora seu emocional, diminui a ansiedade, o stress’’, explicou.
Trabalhando diariamente com bois e cavalos em uma propriedade arrendada, Geraldo José Dutra viu com prazer a oportunidade de cavalgar também no domingo. ‘‘Está no sangue, não tem jeito de enjoar. Pena que Londrina é uma cidade fraca para isso, cavalgada tem mais nas outras cidades da região’’, lamentou. Uma prova de que a paixão pelos cavalos está realmente no sangue são os dois filhos de Dutra, que também fizeram questão de participar do evento. ‘‘Eles montam desde que nasceram, e começaram a montar sozinhos com três anos de idade’’, revelou o pai, orgulhoso. ‘‘É muito gostoso montar, não cansa, não dói’’, afirmou o mais velho, Maycon, de 10 anos. Para ele, andar a cavalo é mais gostoso até que brincar.

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