O Departamento de Aviação Civil (DAC) concluiu estudo sobre os pedidos de reajuste feitos pelas companhias aéreas e fixou o índice de aumento em 10,8%, apesar de a solicitação ter sido por majoração entre 16% e 28% nas tarifas domésticas. O estudo será repassado ao Ministério da Fazenda, que é quem vai decidir sobre o reajuste.
Apenas em dois momentos na história houve uma decisão divergente da Fazenda em relação a propostas técnicas do DAC, que são feitas com base na planilha de custo das companhias: em 86, quando, no Plano Cruzado, o DAC ofereceu reajuste, mas a Fazenda vetou; e, no governo Collor, quando a então ministra Zélia Cardoso de Mello não aprovou o índice proposto pelo DAC e definiu reajuste menor.
O diretor-geral do DAC, brigadeiro Marcos de Oliveira, explicou que o órgão não pode interferir em uma política econômica global, que é definida pelo governo. O último aumento concedido às empresas aéreas foi em junho de 97, que foi de 13,5%. Este, segundo o brigadeiro, foi o único reajuste no Plano Real até agora. O principal argumento para os pedidos de aumento nos preços das passagens aéreas é o impacto da desvalorização do real nos custos das empresas.

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