A tarifa de conexão de voos, planejada pelo governo para atrair investidores privados para os aeroportos brasileiros, não será repassada aos usuários do transporte aéreo. A garantia foi dada pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt.

O governo federal criou a SAC com o objetivo de solucionar os problemas da aviação civil, que deixou de ser responsabilidade do Ministério da Defesa. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero também integram o novo órgão que deve elaborar estudos e projeções sobre a aviação civil, infraestrutura aeroportuária e aeronáutica civil, além de elaborar e aprovar os planos de concessão para a iniciativa privada.

O pagamento da taxa de conexão está previsto nos editais de concessão dos aeroportos de Brasília, Guarulhos (São Paulo) e Viracopos (Campinas). "O passageiro não pagará nenhuma tarifa a mais. Por definição, quem vai pagá-la é a companhia aérea, que é quem decide se o voo tem ou não escala. O passageiro, por ele, viajaria direto. O justo é que, se houver essa decisão, o custo recaia sobre a empresa aérea, e não (sobre) o usuário do aeroporto", disse o ministro.

Segundo ele, apesar de não haver controle do governo sobre o preço das passagens, o aumento não ocorrerá porque os R$ 7 previstos como tarifa representa "um valor muito pequeno". O que regula a passagem, disse o ministro, é a competição. "Por isso a nossa proposta envolve competição entre os aeroportos e também entre as empresas aéreas."

Para Bittencourt, a privatização também não resultará no aumento das tarifas aeroportuárias para os usuários.

mockup