Páscoa não deve ser muito doce para o varejo
Setor acredita na estabilidade do volume de vendas e da contratação de temporários
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de abril de 2019
Setor acredita na estabilidade do volume de vendas e da contratação de temporários
Aline Machado Parodi - Grupo Folha 

O varejo de Londrina projeta um incremento no valor das vendas de Páscoa, mas em volume deve permanecer o mesmo do ano passado. Também não deve ter alta nos empregos temporários. Em nível nacional, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) estima que as vendas do varejo deverão crescer 1,5% em relação a Semana Santa de 2018.
“Houve uma alteração significativa do preço dos produtos, por isso o valor agregado será mais alto, em torno de 10%, mas esse superavit é em função do valor e não do aumento das vendas”, explicou Ovhanes Gava, presidente do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina).
Se confirmada a projeção da CNC, as vendas terão um ritmo inferior ao de 2018. No ano passado, as vendas cresceram 2% e, em 2017, 1,1%. No acumulado de 2015 e 2016, quando a economia estava em plena recessão, as vendas recuaram 5,2%.
"Significativamente afetado pelo aumento sazonal de vendas nessa data comemorativa, os estabelecimentos do varejo alimentício, tais como hiper, super e minimercados, lojas de departamentos e lojas especializadas, deverão faturar cerca de R$ 2,4 bilhões com as vendas voltadas para a Semana Santa deste ano", diz a nota divulgada nesta terça-feira (2) pela CNC.
O estudo da CNC estima ainda que a contratação de trabalhadores temporários pelo varejo será menor neste ano do que foi em 2018. A projeção para a Semana Santa aponta para a criação de cerca de 10,7 mil postos de trabalho temporário. Ano passado, foram geradas 10,8 mil vagas.
Londrina segue a tendência nacional. O presidente do Sincoval afirmou que como o número de pontos de vendas permanece o mesmo do ano passado e não deve ter incremento nas contratações. “Quem tinha que contratar promotor já contratou e não acredito em aumento no número de contratações”, disse.
A CNC estima ainda que o salário médio de admissão no varejo deverá ser de aproximadamente R$ 1.267. Se confirmado, será um avanço de 5,9% em relação àquele registrado na Páscoa de 2018.
Os supermercadistas acreditam que as vendas vão empatar com o ano passado, com uma alta tímida de 0,4% em volume. Em relação às compras de chocolates, os varejistas preferiram ser mais cautelosos e apostaram nos produtos de menor valor agregado, como os bombons e as caixas de bombons de 400 gramas. Somente os ovos de Páscoa de até 170g registraram aumento nas compras. O restante registrou queda nos pedidos: acima de 500 gramas queda de -1,8%, de 170g até 500g, -1,6%, em geral, -0,6%. (Com Agência Estado)


