Participantes do 3º Sibac conhecem modelo adensado
A produção de café no Paraná registrou um crescimento de 77% nos últimos quatro anos. Na safra de 1994, a produção atingiu 1,3 milhão de sacas, e na safra passada o volume colhido saltou para 2,3 milhões. No entanto, a área ocupada pela cultura sofreu uma queda de 18,9%, caindo dos 190 mil hectares cultivados em 94 para 154 mil ha no ano passado. O aumento da produção em uma área menor foi possível graças à tecnologia do Café Adensado desenvolvida pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
O chamado Modelo Iapar de Café Adensado foi apresentado ontem em dia de campo aos participantes do 3º Seminário Internacional sobre Biotecnologia na Agroindústria Cafeeira (Sibac), que acontece em Londrina até amanhã. O coordenador do dia de campo, Armando Androcioli Filho, disse que se falou muito em modelo tecnológico adensado, mas que o café adensado faz parte de um sistema de tecnologia mais amplo. Na verdade o café adensado é uma das bases do modelo de diversificação da atividade agrícola adotada pelo Paraná, afirmou Androcioli, que é um dos pesquisadores que desenvolveu a técnica.
O dia de campo foi dividido em quatro módulos, em que os participantes do 3º Sibac conheceram o sistema de Proteção de Plantas, com o controle de manejo de nematóide de cafeeiro e manejo da broca do café; Lavouras de Adensado com os diferentes espaçamentos; Espécies de Coffea: variedades e híbridos e o programa Café Qualidade Paraná.
O pesquisador Tumoru Sera apresentou o manejo de cultivares utilizadas no Estado e as novas variedades que estão sendo testadas e desenvolvidas pelo Iapar. São cerca de 20 variedades que estão em teste, segundo Sera. A pesquisa busca plantas que apresentem épocas de colheitas diferenciadas, sementes maiores, que facilitaria a colheita e oferece produto final melhor, e também uma variedade adaptada à região do Arenito.
Os participantes conheceram ainda as técnicas empregadas para se obter o café Qualidade Paraná. Neste módulo do dia de campo, foram apresentadas máquinas de secagem e despolpadora de café cereja desenvolvidas pela Pinhalense, além da secagem do produto em terreiro suspenso e coberto com plástico, pela Premoltec. Técnicos da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina e do Centro de Comércio de Café mostraram o processo de torra e de degustação.
As pesquisadoras Alaide Kzyzanowsk e Sônia Torrecillas mostraram tecnologias de controle das diferentes raças de nematóide do café, um ponto que chamou a atenção dos estrangeiros pois nem todos têm este tipo de problema.Mário CesarFator qualidadeTécnicos observam secagem de café, no dia de campo que fez parte da programação do 3º SibacGuto Rocha





