São Paulo A compra do BBV braço do espanhol BBVA dentro do Brasil foi um ótimo negócio e aumenta para 13,3% a fatia de mercado do Bradesco dentro do sistema financeiro brasileiro. A declaração é do analista financeiro da Austin Asis Tadeu Resca. Ele destaca o pequeno ágio pago pelo Bradesco na rápida negociação, iniciada em 13 de dezembro. ''A maioria das instituições financeiras paga bem mais neste tipo de transação, mas o Bradesco desembolsou apenas 1,07 vezes o capital do BBV, que é o que costumeiramente este banco paga pelas instituições que compra.''
Para Resca, o negócio não chegou a surpreender o mercado, considerando que desde o ano passado já se observava a intenção dos estrangeiros de colocar um pé no freio em relação aos investimentos no País.
Ele acredita que as sucessivas crises financeiras atravessadas pelos países latino-americanos podem estar contribuindo para que as matrizes dos bancos estrangeiros assumam posições mais conservadoras quanto à injeção de dinheiro nesta área.
Dentro desta perspectiva, o economista acredita que os três principais bancos brasileiros (Bradesco, Itaú e Unibanco) continuarão abocanhando instituições de pequeno, médio e grande porte. Questionado se o Sudameris seria o próximo alvo de compra dentro do Brasil, o analista da Austin Asis disse que não está acompanhando a negociação de perto, mas que esta seria uma importante jogada.

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