São Paulo A redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos com motor entre 1.0 e 2.0 litros, em agosto, provocou queda na participação dos chamados modelos populares nas vendas no atacado em 2002. A parcela dos automóveis 1.0 no volume total comercializado fechou o ano em 68,9%, o menor nível desde 2000 (65,9%). Em 2001, a participação havia sido de 74,6%.
Antes da mudança no IPI, em julho, a fatia do segmento nas vendas era de 77%. No mês de outubro, a parcela dos populares nas vendas alcançou o menor resultado desde 1996: 56,6%. As alíquotas do IPI baixaram de 10% para 9% no caso dos automóveis 1.0, e de 25% para 15% (gasolina) e para 13% (álcool) no segmento de veículos até 2.0 litros.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a participação dos populares tende a se equilibrar em 50% nos próximos meses. Em 2002, as vendas no segmento somaram 801,9 mil unidades, volume 8,7% menor que o do a no anterior.
Veículos a álcool - Depois de registrarem recorde em outubro - o maior volume desde agosto de 1994 -, as vendas de veículos a álcool voltaram a cair nos meses de novembro e dezembro, em razão do aumento do preço do combustível nas bombas.
No mês passado, o volume comercializado alcançou 6.745 automóveis e veículos comerciais leves, volume 4% menor que o de novembro e 23,7% inferior ao de outubro, segundo a Anfavea. Na opinião do presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, dois fatores favorecem as vendas de veículos a álcool: preço e abastecimento. ''É preciso resgatar a confiança do consumidor'', afirmou.
Mesmo com a queda nos últimos dois meses, as vendas de veículos a álcool cresceram 205% em 2002, para 56,1 mil unidades. A participação dos modelos nas vendas totais de automóveis e comerciais leves saltou de 1,4% para 4,3%.

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