O 21º Salão Internacional do Automóvel, que começa hoje em São Paulo, no Anhembi, promete ser a melhor e mais representativa mostra de toda a história brasileira. Trata-se da última exposição do setor deste século e acontece justamente quando montadoras e importadores de veículos comemoram juntas o tão esperado reaquecimento do mercado nacional.
Depois da projeção de crescimento divulgada pela Anfavea, de 1,6 milhão de veículos produzidos no Brasil em 2000, agora é a Associação dos Importadores (Abeiva) que projeta também o avanço de suas associadas no País. Segundo José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, os importados devem representar este ano 4,3% de todo o mercado de automóveis brasileiro, contra os 3,5% de participação obtidos no ano passado. ‘‘Estamos otimistas quanto ao desempenho do setor em 2000. Esperamos alcançar a marca de 65 mil unidades vendidas no Brasil este ano.’’
Gandini também fez questão de salientar que os déficits registrados nos últimos meses da balança comercial brasileira não é culpa do setor automotivo. ‘‘A acusação de que a importação de veículos está causando os déficits é errada. A balança comercial do setor automotivo é positiva desde o ano passado’’, disse.
Em 1999, segundo dados da entidade, foram importados 1.782.506 veículos contra 2.105.637 unidades exportadas, com superávit de US$ 323.131 milhões. Este ano, até agosto, já foram importadas 621.890 veículos, contra 1.876.974 unidades exportadas, resultando em um saldo positivo de US$ 1,255.084 bilhão. A expectativa é fechar 2000 com um superávit de US$ 1,882 bilhão.
Salão A mostra paulista, que vai até o dia 22 de outubro, conta com 300 veículos expostos e traz inúmeras atrações para o público (Leia mais sobre a feira na Folha Carro & Cia. domingo). Além dos principais lançamentos previstos para 2001, como o novo Honda Civic, Chrysler PT Cruiser, novas Blazer e S-10, novo VW Bora, estão sendo apresentados automóveis exóticos como o conceito C3, da Citroen, e o Celta conversível, desenhado pela GM brasileira. Há também a nova Ferrari 360 Spider, tido como o automóvel mais caro do Salão (US$ 400 mil). O Brasil é o primeiro país a comercializar o novo modelo da Ferrari depois da Itália. Duas unidades já foram encomendadas.