A rede francesa Accor Hotels anunciou esta semana a fusão das marcas Parthenon e Mercure no Brasil. O empreendimento cria a maior rede midscale (antiga classificação quatro estrelas) da América do Sul, com 73 unidades em 34 municípios brasileiros, e nomeada apenas por Mercure.
  O anúncio foi feito pelo diretor de operações da Accor, Orlando de Souza, em entrevista coletiva on-line concedida na última terça-feira. A Parthenon e a Mercure são administradas pela multinacional, respectivamente, nas operações de flats e hotéis. Para o processo de junção, devem ser gastos cerca de R$ 5,5 milhões.
  O projeto de fusão começa ainda este semestre, com previsão de término ao final de 2007. De acordo com Souza, a decisão foi tomada em consideração não apenas ao aumento da competitividade na rede midscale no mercado interno, como também com foco voltado à estratégia mundial de globalização das marcas.
  ‘‘Há o alinhamento de acordo com a lógica internacional da empresa em relação à força das marcas globais. Isso une as vantagens da rede à distribuição da Parthenon no Brasil (em 34 cidades) e a força da marca internacional Mercure, com 750 unidades em operação em todo o mundo. E com o turismo cada vez mais globalizado, existe a necessidade de o cliente reconhecer sua marca preferida em qualquer lugar do mundo’’, afirmou.
  Segundo o executivo, a empresa tem estudos que apontam vantagem na fusão, que não exatamente a vantagem de se tornar a maior rede de hospedagem nacional e com uma marca global. ‘‘A rede Parthenon fechou o ano de 2005 com uma ocupação acumulada de 56% (5 pontos a mais do 2004) e o Mercure, com 47%. A perspectiva é que a fusão alavanque a ocupação da rede no total, em 2006. Nossos estudos apontam uma ocupação entre 60 e 65%’’, citou.
  Souza acredita que a junção das duas marcas em uma só não deve enfrentar problemas de saturação de mercado, uma vez que não será feira expansão dos negócios, e sim, readequação de uma estrutura já existente. Dessa forma, explica o diretor, a conversão das unidades não deve representar contratações ou demissões entre os 4 mil funcionários das duas redes (2,5 mil daParthenon e 1,5 mil nas unidades Mercure) em operação. ‘‘Haverá, sim capacitação dos colaboradores Parthenon em função da ‘entrada’ na nova marca Mercure. Entretanto, o grande mote (de divulgação da novidade) para o cliente é a abrangência da rede em todo o País’’, concluiu.
  Criada na França em 1973, a Mercure é atualmente a maior rede hoteleira midscale do mundo, com 750 unidades em operação em 49 países, ou mais de 88 mil apartamentos. Fundada 10 anos depois, no Brasil, a Parthenon possui um total de 59 unidades espalhadas (8 mil apartamentos) por 28 cidades.

mockup