Uma parte da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que fará a auditoria da situação econômica e das contas da Argentina desembarcou ontem no aeroporto de Ezeiza, a cerca de 40 quilômetros de Buenos Aires. O grupo, liderado pelo chileno Tomás Raichmann, saiu por uma porta lateral do aeroporto para evitar a imprensa. Os enviados do FMI vão revisar a planilha de gastos e receitas do governo central do país, que anunciou anteontem um amplo e duro programa de ajuste fiscal.
Raichmann estava acompanhado dos economistas Gerardo Perza, Ricardo Vellozo e Alfredo Cuevas. Segundo fontes oficiais, citadas pela agência governamental de notícias Télam, a sub-diretora do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, a italiana Teresa Ter-Minassian, que presidirá esta missão, chegará a Buenos Aires sexta-feira, dois dias após o previsto. A presença do FMI deverá ser repudiada em manifestações convocadas para hoje por sindicatos, partidos políticos, organizações sociais e pela Igreja Católica, que consideram o fundo responsável pela situação atual do país.
O FMI concedeu um empréstimo de US$ 7,3 bilhões ao país, que, em contrapartida, comprometeu-se a manter seu déficit fiscal em US$ 4,7 bilhões neste ano. O déficit do período entre janeiro e abril, no entanto, já atingiu quase a metade da meta acertada com o fundo.

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