O governo do Estado ainda não definiu se a participação acionária que a Copel tem na Sercomtel será vendida para a iniciativa privada junto com a privatização da companhia de energia. A decisão só será tomada quando estiver concluído o estudo que as empresas advisers (‘‘conselheiras’’) farão na Copel para prepará-la para o leilão de venda. A modelagem da venda da Copel só será definida no início do segundo semestre.
Há uma corrente dentro do governo do Estado que defende a privatização da Copel em bloco único. Dessa maneira, estaria incluída a venda dos 45% de ações que a empresa de energia tem na Sercomtel. Mas dependendo da avaliação, a Copel Participações, que inclui o investimento em telefonia, poderia continuar nas mãos do governo estadual.
Além da Sercomtel, a Copel tem participação acionária na Sanepar, com 15%, na Compagás com 51% das ações, na Esco Electric com 40%, na Braspower com 49%, Copel Agra com 48% e Nova Holanda com 11%. Há ainda ações na Sercomtel Celular. A Copel detém 45% do controle acionário da empresa de telefonia móvel.
Caso a opção do governo do Estado seja vender a participação acionária da Copel em todas as empresas, isso não representará mudança da autonomia que a Sercomtel tem hoje. A Prefeitura de Londrina, como majoritária na companhia, continuará com o controle, como ocorre atualmente. (Carmem Murara)

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