Beach Park, em Aquiraz no Ceará: projeto de ampliação do parque aquático e construção de resorts, num investimento que gira em torno de R$ 1,6 bilhão para os próximos anos
Beach Park, em Aquiraz no Ceará: projeto de ampliação do parque aquático e construção de resorts, num investimento que gira em torno de R$ 1,6 bilhão para os próximos anos | Foto: Costa Rodrigues/Shutterstock


O segmento de parques temáticos está em expansão no País. O principal motivo foi a decisão do governo de zerar, desde o ano passado, o imposto de importação de equipamentos, uma das principais reivindicações dos empresários. A alíquota que era de 20% caiu a zero, e desde julho do ano passado, o segmento vive uma revolução com investimentos em novas atrações para seus usuários. A alta do dólar e o fortalecimento do mercado doméstico também contribuíram para o crescimento na demanda pelos complexos de lazer.

Prova disso é que complexos de lazer como o Beto Carrero World registraram em 2018, crescimento de 24% comparado ao ano anterior. A medida adotada pelo governo deve segundo o Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas) resultar, no primeiro momento, em um investimento superior a R$ 42,5 milhões.

O fundador do Sindepat e presidente honorário, Alain Baldacci lembra que o governo se mostrou mais sensível à necessidade de constante atualização do setor, e isso tem levado os empresários a investir em novos equipamentos. Estudo realizado pela entidade mostrou que a redução de carga tributária pode resultar em investimentos de R$ 1,9 bilhão e gerar cerca de 56 mil empregos nos próximos cinco anos.

Atualmente, os 18 parques associados ao Sindepat geram mais de 11 mil empregos diretos por ano e movimentam cerca de R$ 1 bilhão na economia. "Nós mesmos no Wet'n Wild, em São Paulo, acabamos de inaugurar novos equipamentos, sendo um deles, o Meteoro, um toboágua de 40 metros de altura, que resultou num investimento de R$ 6 milhões", destaca Baldacci.

Entre os parques espalhados de Norte a Sul do País, o principal deles - o Beto Carrero World, localizado no município de Penha (SC), vizinho a Navegantes - também não foge à regra. Firmou alianças estratégicas com a DreamWorks e a Hot Wheels e prevê a inauguração de uma nova área temática até o final do ano, que integrará todo o contexto de preservação ambiental, bem como promete investimentos na área de games.

De acordo com uma pesquisa da TripAdvisor o Beto Carrero World, considerado como um dos dez melhores parques temáticos do mundo tem como meta, até 2024, chegar à marca de 4 milhões de visitantes anuais, o dobro do volume registrado no ano passado. Para isso, o complexo tem procurado explorar o mercado nacional e latino-americano como potenciais no incremento de vendas. "Com isso, decidimos desenvolver nos últimos quatro anos a expansão da marca para outros Estados, outras regiões e outros países", ressalta o empresário Rogério Siqueira, presidente do Beto Carrero World.

Os investimentos não terminam aí. No Nordeste, o Beach Park, em Aquiraz no Ceará, acaba de divulgar um projeto de ampliação do parque aquático e construção de resorts, num investimento que gira em torno de R$ 1,6 bilhão para os próximos anos e geração de 10,5 mil novos empregos diretos e indiretos. Em um primeiro momento, o grupo terá um novo hotel, além de um novo parque temático, integrados, previstos para 2021. Com o crescimento, o Beach Park projeta ser o maior complexo turístico privado do Brasil. Uma enorme estrutura de 200 mil m² conecta o parque aquático a hotéis e a praia.

E o mercado continua a apostar neste segmento. Desde o ano passado, o Hot Park de Goiás ganhou novo fôlego com a criação da holding Aviva, que contará com investimentos na ordem de R$ 1 bilhão. O projeto inclui também um Hot Park na Costa do Sauípe, Bahia. Previsto para 2021, o complexo contará com um novo parque aquático, o Baía das Tartarugas, que reproduzirá o modelo do Hot Park na Costa do Sauípe tendo como tema a vida marinha.

Na região Sul, o Alpen Park, que junto com o Parque dos Dinossauros faz parte das atrações imperdíveis, em Canela, na Serra Gaúcha, também estão na rota de novas atrações para o público. Quem ganha com isso são os parques, a economia do País e os visitantes.

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